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::Luiz Nunes e Luciano Sales::
   

NOSSA HISTÓRIA

1. Da Fundação

A fundação passou a ser idealizada quando, ao término de 1989, o Irmão MANOEL DA PENHA ALVES – CIM 156.433, Coronel da Arma de Infantaria, tendo passado o comando do 20º Batalhão Logístico (20º BLog), da Brigada Pára-quedista, sediada na Vila Militar / Rio de Janeiro, foi indicado como estagiário para freqüentar o Curso de Política, Estratégica e Alta Administração do Exército (CPAEX), da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, localizada na Praia Vermelha , no Oriente do Rio de Janeiro.

Pouco tempo depois de instalado com sua família, em apartamento do Edifício Praia Vermelha (EPV), um próprio nacional administrado pelo Exército Brasileiro, situado na praia de mesmo nome e a freqüentar o CPAEX, começou a reconhecer Irmãos maçons, entre vizinhos e colegas de curso. Constatava, de imediato que, a maioria desses irmãos, pela inexistência de lojas maçônicas nas imediações de suas residências, acabava caindo na irregularidade.

Ao tempo em que exercia o comando do 20º BLog, o Irmão Penha Alves foi reconhecido maçom por um de seus subordinados, no caso o Sargento SÉRGIO BRASIL MAGALHÃES – CIM 150.422, e convidado a regularizar-se junto à Augusta, Respeitável e Benfeitora Loja Simbólica Olegário Maciel nº 1162, localizada em Bangu / Rio de Janeiro. O convite foi prontamente atendido e o Irmão Penha Alves passou a ser membro ativo daquela Oficina.

Pela experiência vivenciada em Bangu, e sabedor do incentivo que oferecia uma Loja situada nas cercanias da residência do Obreiro, após passar o comando do 20º Blog e já sabedor do curso a cumprir na ECEME, o Irmão Penha Alves lançou, junto a alguns dos seus pares da Olegário Maciel, a idéia de fundação de uma Loja, na Praia Vermelha, zona sul da Cidade, face à inexistência de Templos Maçônicos naquela região. Decidiu, juntamente com os Irmãos, que a Loja a ser criada teria a finalidade precípua de congregar maçons que viessem a freqüentar cursos de estabelecimentos militares como os da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), do Instituto Militar de Engenharia (IME), da Escola Superior de Guerra (ESG) e da Escola de Guerra Naval (EGN), dentre outros, de modo a mantê-los regulares. Além desses, a Loja fortaleceria as suas Colunas com Irmãos militares reformados e civis residentes preferencialmente, na zona sul do Rio de Janeiro, em razão das constantes transferências dos Irmãos militares para outros Orientes.

A semente lançada pelo Irmão Penha Alves recebeu integral apoio dos irmãos da Olegário Maciel e, assim, pode germinar e desenvolver-se.

Fruto do idealismo de abnegados Irmãos da Olegário Maciel, a 19 de maio de 1990 é fundada, provisoriamente, a Augusta e Respeitável Loja Simbólica Duque de Caxias, em memorável sessão presidida pelo Irmão MANOEL DA PENHA ALVES, Venerável Interino, realizada em pequena e acanhada sala da Catequese Católica, sediada no subsolo do Edifício Praia Vermelha (EPV), funcionando como Templo improvisado. Participaram dessa reunião, conforme balaústre alusivo àquela data, os Irmãos fundadores, a seguir nominados, que na mesma data, foram eleitos e empossados para compor a administração interina até a regularização da Loja:

Venerável MANOEL DA PENHA ALVES
1º Vigilante JOEL BARRETO MIRANDA
2º Vigilante ROBERTO FREDENHAGEN RIBEIRO
Orador SÉRGIO BRASIL MAGALHÃES
Secretário HÉLIO DA MOTTA VENENO
Tesoureiro JOSÉ CAETANO
Chanceler ADAUTO MARQUES DE OLIVEIRA RAMOS
Cobridor TOMÉ FRANCISCO MARQUES FERREIRA

No dia da fundação, assinaram o Livro de Presenças, além dos Irmãos da administração interina, os seguintes Irmãos:

LUIZ ROGÉRIO CASTELO BRANCO MOURÃO
WILLIAM SHAKESPEARE DE OLIVEIRA
PEDRO FERNANDO MALTA
NEI ALVES DE CARVALHO
PEDRO VITORINO CORDEIRO VARGAS
LUIZ ROBERTO DIAS NUNES
HIGINO VEIGA MACEDO
HORÁCIO ACÁCIO AUGUSTO

2. Autorização Para Funcionamento Provisório

Pelo empenho e dedicação da administração interina, a Loja Duque de Caxias, que adotara o Rito Escocês Antigo e Aceito, recebeu a sua autorização provisória para funcionamento pelo Ato nº 853, do Eminente Grão-Mestre do Estado do Rio de Janeiro, Irmão JOSÉ DOMINGOS TEIXEIRA NETO, datada de 24 de maio de 1990.

3. Deferimento do Pedido de Regularização

Em 14 de setembro de 1990, o Soberano Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil, Irmão JAIR ASSIS RIBEIRO, através do Ato nº 1487 deferiu o pedido de regularização, autorizando a expedição da Carta Constitutiva, para que a Loja Provisória Duque de Caxias pudesse trabalhar nos graus simbólicos do Rito Escocês Antigo e Aceito e fosse registrada no Cadastro Geral de Lojas com o título distintivo de Augusta e Respeitável Loja Simbólica “Duque de Caxias” nº 2589 e federada ao Grande Oriente do Brasil.

4. Carta Constitutiva

Através da Prancha nº 4501 / GS, de 24 de setembro de 1990, a Grande Secretaria Geral da Guarda dos Selos do Grande Oriente do Brasil expediu a Carta Constitutiva da Loja.

5. Timbre da Loja

Segundo a Ata de Fundação, o Timbre da Loja, proposto e aprovado, compreende um círculo inscrito num círculo maior, ambos na cor azul, ostentando entre ambos o título distintivo de LOJA DUQUE DE CAXIAS nº 2589; no círculo inscrito o esquadro e o compasso, com o compasso aberto sobre o esquadro; sobre estes símbolos os fins supremos da Maçonaria LIBERDADE – IGUALDADE – FRATERNIDADE; sob os mesmos símbolos a sigla GOB e abaixo desta RIO DE JANEIRO – RJ. Na parte oposta ao título distintivo, entre os círculos, ramos de acácia entrecruzados.

6. O Estandarte

Fundo azul, dividido em quatro por uma Cruz Templária, na cor vermelha, formando quatro campos distintos. No primeiro campo, estampados três Brandões “velas acesas”, dispostas em triângulo; no segundo campo o sol, a lua e três estrelas dispostas em triângulo; no terceiro campo, ramos de acácia; no quarto campo, o compasso sobre o esquadro tendo a letra “G” em seu interior, o título distintivo da Loja, sua filiação ao Grande Oriente do Brasil, seu jurisdicionamento ao Grande Oriente do Estado do Rio de Janeiro e sua data de fundação, 19.05.90.

7. Construção do Templo

Autorizada a funcionar, provisoriamente, sob a liderança do irmão Penha Alves, Venerável Mestre Interino, fundadores e outros que a eles se juntaram, pretendendo no futuro, filiação e/ou regularização, como os Irmãos HIGINO VEIGA MACEDO, LUIZ ROBERTO DIAS NUNES, HORÁCIO ACÁCIO AUGUSTO e ANTONIO LEITE FILHO, construíram o Templo com as suas próprias mãos, em dependência voltada para o pátio do Edifício Praia Vermelha, cedida em comodato pelo comando da ECEME, localizado na Praça General Tibúrcio nº 83 - Fundos, na Praia Vermelha / Rio de Janeiro.

8. Regularização da Loja

Através do Ato nº 927, de 1º de outubro de 1990, o Grão-Mestre do Grande Oriente do Estado do Rio de Janeiro, Irmão JOSÉ DOMINGOS TEIXEIRA NETO, com a finalidade de proceder no dia 06 de outubro de 1990 a regularização da Loja Duque de Caxias nº 2589, nomeia o Mestre Instalado LAUDO DAMIÃO – CIM 83.105, Grande Secretário Executivo do GOERJ e membro da Loja Ganganelli do Rio nº 289, com poderes para constituir uma comissão que ficou assim constituida:

Presidente: LAUDO DAMIÃO 83.105
1º Comissário: JOÃO FERREIRA LEITE 82.823
2º Comissário: EULER SOUZA NOVAES 85.746
Comissário Orador: JOSÉ CARLOS GENTIL DA SILVA 128.731
Comissário M.·. Cerim.·. : LUIZ NUNES DA SILVA 112.314

9. Pronunciamento do Presidente da Comissão Regularizadora

Após a realização do Cerimonial de Regularização da Loja, o Presidente da Comissão assim se manifestou diante do plenário:

“Em plena estação das flores (primavera) nasce mais uma estrela na constelação do Grande Oriente do Estado do Rio de Janeiro, com o nome de Augusta e Respeitável Loja Maçônica Duque de Caxias nº 2589. Estrela esta que veio para ficar, veio para se eternizar. Quando um grupo de homens se unem com o propósito de construir, homens de fé, homens de ilibada formação moral, não medindo esforços, lutando contra todas as adversidades, para levantarem um templo onde irão cultivar as virtudes e cavarem masmorras ao vício. Com a iniciativa deste grupo de abnegados, esperamos que esta Loja, em curto espaço de tempo, venha a ser um dos esteios do Grande Oriente, em condições de acolher e ser funcional e produtiva oficina de trabalhos maçônicos, formadora das grandes lideranças de nossa Ordem. O grande sonho da Maçonaria do Rio de Janeiro e do Brasil está hoje se realizando com a regularização desta Loja na zona sul de nossa Cidade. Reuniram-se aqui um grupo de civis e militares, de vários Orientes, que não mediram esforços e com o ideal fixo de construir uma obra que esperamos, ficará para a posteridade. Nasceu esta Oficina, não da discórdia, não por divisão de inconformados, nem por outros interesses escusos, nasceu da união e da conscientização da necessidade de termos um templo maçônico na zona sul. Meus queridos e amados irmãos fundadores da Loja Maçônica Duque de Caxias nº 2589. Hoje é para nós um dia histórico, que ficará marcado para sempre e vocês serão sempre lembrados como aqueles que souberam construir. Finalizo agradecendo a oportunidade que me deram de poder estar aqui presente na inauguração deste grande feito para o nosso Oriente e para a nossa Ordem, a regularização e inauguração da A.·. R.·. L.·. S.·. "Duque de Caxias nº 2589”. Assina: Laudo Damião – M.·.I.·. 83.105.

10. Eleição da Primeira Administração

Em conformidade com o edital, publicado no dia 20 de setembro de 1990, o Quadro de Obreiros era convocado para participar da Sessão Eleitoral a realizar-se no dia 11 de outubro de 1990, com a finalidade de eleger a sua administração, concorrendo para tanto a chapa única “Fundação e Prudência”, assim formada:

Venerável: MANOEL DA PENHA ALVES 156.433
1º Vigilante: JOEL BARRETO MIRANDA 150.420
2º Vigilante: ROBERTO FREDENHAGEM RIBEIRO 133.807
Orador: SÉRGIO BRASIL MAGALHÃES 150.422
Secretário: HÉLIO DA MOTTA VENENO 138.620
Tesoureiro: JOSÉ CAETANO 81.769
Chanceler: ADAUTO MARQUES DE OLIVEIRA RAMOS 127.672

Após os resultados, todos os concorrentes, tendo obtido oito votos, foram proclamados eleitos e passaram a formar a Administração Regular da Loja, com mandato para complementar o período da Administração Interina.

11. Instalação e Posse da Diretoria Eleita

Pelo Ato nº 929, de 12 de outubro de 1990, o Grão-Mestre Estadual nomeia o Mestre Instalado LAUDO DAMIÃO – CIM 83.105, para compor um Conselho de Mestres Instalados a fim de, sob sua presidência, instalar o Venerável eleito da Loja e empossar a primeira Diretoria.

A 18 de outubro de 1990, a Comissão Instaladora e de Posse, presidida pelo Irmão LAUDO DAMIÃO e integrada pelos Irmãos EULER DE SOUZA MORAES, LUIZ NUNES DA SILVA, JOÃO PEREIRA LEITE e JOSÉ CARLOS GENTIL DA SILVA, em Sessão Magna, cumpre o cerimonial instalando o Irmão MANOEL DA PENHA ALVES Venerável Mestre da Loja Simbólica Duque de Caxias nº 2589 e dá posse a sua primeira diretoria, sendo esta Loja, a partir de então, considerada Justa e Perfeita.

12. Sagração do Templo

Nomeado pelo Ato nº 930, de 18 de outubro de 1990, do Grande Oriente Estadual, o Irmão M.I. LAUDO DAMIÃO, presidente da Comissão Sagradora do Templo, em Sessão Magna, realizada no dia 20 de outubro de 1990, cumpre o ritual de sagração do Templo da Loja.

13. Primeiras Iniciações

Fruto do elevado espírito de colaboração e dedicação dos Irmãos, já em 10 de novembro de 1990, a Loja Duque de Caxias produzia as suas primeira iniciações:

SUYOSHI HARADA 163.958
WLADIMIR PAULINO VILELA DA SILVA 163.961
ANTONIO LEITE FILHO 163.962
HAMILTON CAVALIERI D’ORO 163.963
NELSON TINOCO VIANNA 163.964

14. Membro Honorário : 1- Ir.·. HORÁCIO ACÁCIO AUGUSTO

A Loja concedeu-lhe o título de Membro Honorário em reconhecimento ao seu esforço, dedicação e apoio, desde os seus primeiros dias de fundação.

15. Centro de Estudos Maçônicos “DUQUE DE CAXIAS”

Evoluindo em termos de suas finalidades e almejando satisfazer anseios de diversos Obreiros do Quadro, a Loja, em 13 de outubro de 1993, deliberou pela criação de um Centro de Estudos Maçônicos, atribuindo-lhe o nome de ‘DUQUE DE CAXIAS”, com a destinação ao aprimoramento da cultura e do pensamento maçônico no âmbito da Oficina. São seus objetivos a busca de identidade de pensamento e do nivelamento cultural maçônico; o estudo dos problemas nacionais sob o enfoque maçônico, almejando oferecer proposta de soluções para os mesmos; e o conhecimento e a pesquisa da História da Maçonaria, como forma de preservar as suas tradições, o seu culto e as suas referências necessárias ao seu aprimoramento.